Realizadores independentes de audiovisual agora têm até o dia 22 de dezembro para se inscreverem no Concurso de Minisséries promovido pela Fundação de Telecomunicações do Pará - Funtelpa. Por meio do concurso serão apoiados dois projetos, que deverão ser enquadrados no gênero ficção e no formato de minissérie televisiva, com inspiração em obras de autores paraenses. Os dois trabalhos premiados deverão apresentar propostas inéditas, com roteiro para cinco capítulos, cada um com a duração de 13 minutos. Poderão participar do concurso pessoas físicas, maiores de 18 anos, com residência comprovada no Pará há pelo menos dois anos. Para se inscrever é necessário preencher a ficha de inscrição (em anexo no edital), e encaminhar pelos correios, ou entregar diretamente na sede da Fundação de Telecomunicações do Pará, juntamente com os demais documentos solicitados, como os currículos do diretor e produtor da minissérie e cinco cópias do projeto. Cada um dos dois roteiros selecionados receberá como prêmio um contrato firmando a parceria de co-produção com a TV Cultura do Pará (que custeará os projetos com orçamento total no valor de R$ 100.000,00), e ainda a garantia da exibição na grade de programação da TV Cultura, das minisséries vencedoras.
A comissão de avaliação será composta por representantes da Funtelpa, Secretaria de Cultura, Secretaria de Educação, Escola de Teatro da Universidade Federal do Pará, Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas - Seção Pará e um representante da sociedade civil.
Na escolha do melhor projeto serão levados em conta itens como: relevância do tema, justificativa quanto às estratégias narrativas escolhidas, consistência do argumento, qualidade técnica e estética do roteiro desenvolvido, além da viabilidade da realização.
A divulgação oficial dos vencedores do concurso acontecerá no dia 5 de fevereiro de 2009.
PREPARAÇÃO
Para orientar e facilitar a compreensão dos procedimentos que deverão ser aplicados na execução dos projetos, a organização do concurso vai oferecer seis dias de "workshop de Direção e Linguagem Cinematográfica", sob a orientação de Cláudio Gonçalves de Oliveira, professor de Direção Cinematográfica da Academia Internacional de Cinema de São Paulo. As inscrições para a oficina preparatória, que serão realizadas entre os dias 17 e 21 de novembro, poderão ser efetivadas até o próximo dia 14, diretamente na sede da Rede Cultura de Comunicação.
A preparação será um espaço de aprendizagem e conhecimento sobre as principais atribuições técnicas que envolvem o trabalho de direção de cinema. Segundo Cláudio Gonçalves, os participantes do workshop terão a oportunidade de buscar conhecimentos práticos e teóricos através do desenvolvimento de atividades que contemplam as diversas áreas do campo audiovisual. "Eu pretendo oferecer um curso bastante abrangente, com aplicação em todos os formatos do audiovisual. Será usada uma linguagem de cinema com ênfase na função de direção de Minissérie" explica o orientador.
Ao decorrer dos seis dias de encontro, os participantes inscritos terão a oportunidade de ampliar seu domínio em relação às funções do diretor e a interação deste com outros departamentos, além de aprender os fundamentos da linguagem cinematográfica clássica. "Não vamos só ensinar, como também vamos dar dicas sobre como usar certos procedimentos na hora da filmagem. Vamos, também, usar o material do aluno para vincular ao conteúdo do tema que eu estou apresentando" diz Cláudio Gonçalves.O convidado elogia a iniciativa e afirma que o concurso será um verdadeiro celeiro para descobrir e formar novos talentos, além de celebrar toda a riqueza da diversidade artística da região. "Essa é uma iniciativa muito importante para a região. É muito enriquecedor trabalhar em cima de temas e riquezas locais. Eu fico muito feliz quando isso acontece". A organização do evento, alerta, porém, que os participantes do workshop terão obrigatoriamente que apresentar um projeto para ser avaliado dentro do concurso até o prazo final de inscrição.
SERVIÇO:
Concurso de Minisséries da TV CulturaInscrições para o workshop de Direção e Linguagem Cinematográfica até o dia 14 de novembro. Apresentação de projetos até 22 de dezembro. Promoção: Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa) – TV Cultura.
Fonte: comunicacaofuntelpa@gmail.com
sábado, novembro 01, 2008
segunda-feira, outubro 27, 2008
CURSO DE CENOGRAFIA E DIREÇÃO DE ARTE PARA AUDIOVISUAL
Objetivos: Curso prático de Cenografia e Direção de Arte para Audiovisual, com apoio teórico na História da Arte, com a intenção de desenvolver através de exercícios, a criação de espaços cenográficos e a composição de figurinos, em alguns períodos históricos, exercitando um novo "olhar dramático" da cidade, das roupas, e dos objetos, e transformando literatura - roteiros, livros etc.- em imagens.Ministrante: Carlos Arthur Liuzzi
Fotógrafo, diretor de cena, cenógrafo e diretor de arte. Trabalhou na cenografia e direção de arte dos seguintes filmes: Joana Angélica, dir. Walter Lima Jr. Inocência, dir. Walter Lima Jr., Chico Rei, dir. Walter Lima Jr., Tensão no Rio, dir. Gustavo Dahl, Avaeté, dir. Zelito Viana, Sonho de Valsa, dir. Ana Carolina, Lua Cheia, dir. Alain Fresnot, Escola Atrapalhada, dir. Déo Rangel, Matou a Família e Foi ao Cinema, dir. Neville d’Almeida, Harmada, dir. Maurice Capovilla, Lembranças do Futuro, dir. Ana Maria Magalhães.
Professor da matéria Direção de Arte na Faculdade de Cinema Gama Filho e na Escola de Cinema Darcy Ribeiro.
Período:
05 a 15 de novembro de 200
Horário: de segunda a sexta de 18:00 às 22:00 hs e sábados (8 e 15 de novembro) de 10:00 às 14:00 hs
Local: Ateliê IAP
Número de vagas: 20
Público alvo: alunos de Arquitetura, Artes Visuais, Desenho Industrial e áreas afins e pessoas com experiência em Cenografia.
Inscrições: 20 a 30 de outubro, de segunda a sexta das 8:30 às 13:00 hs e das 15:00 às 17:30 hs e sexta-feira das 8:30 às 14:00 hs, no Núcleo de Produção Digital do Pará / IAP.
O conteúdo programático
ARTE
1- Sec. XVI- Nascimento do Homem Moderno - Maneirismo
2 - Barroco
3 - Rococó
4 - Neo-Clássico
5 - Romantismo
6 - Nascimento da Imagem Moderna:
a) Impressionismo
b) Expressionismo, Cubismo, Fauvismo, Futurismo, Dadaismo, Surrealismo,
Construtivismo, Modernismo.
ARQUITETURA
1- De 1530 a 1808 - Período Colonial
2- De 1808 a 1850 - Período Neo-Clássico e Romantismo
3- De 1850 a 1920 - Período Ecletismo (Art Nouveau)
4- De 1925 a 1940 - Período Art Decô e outros
5- De 1940 a 1965 - Período Modernismo
Alunos precisarão trazer:
Régua T
Um par de esquadros de tamanho médio
Lapiseira 0,5 ou 0,7mm
Lápis-borracha
segunda-feira, outubro 20, 2008
Hoje, no Olympia....
Há mais de um ano, nós do coletivo audiovisual paraense (digo assim pelo fato da ABDeC estar a frente, mas sempre haver a participação de amantes do cinema e simpatizantes a causa) temos como bandeira nacionalmente a preservação do Cinema Olympia.
A falta de interesse “real” e do compromisso em honrar o que foi assumido na época pelo Sr. Prefeito e responsáveis pela FUMBEL é no mínimo espantosa.
FECHADO PARA REFORMA é o espelho do interesse na preservação do espaço.
O projeto apresentado (e defendido até hoje por nós) de que o Olympia se transforme em tela aberta para o cinema nacional, com espaço multiuso para cursos e pequenos espetáculos (na parte de trás do prédio, hoje ainda abandonada) revitalizando assim o trecho da primeiro de março, da exposição permenente do audiovisual paraense, da videoteca amazônica, da lojinha de produtos... foram literalmente jogados no lixo.
Mesmo nos colocando a disposição para contatos com o governo (que no ínicio, por ser uma gestão de partido contrário dificultou muito, mas posteriormente aberta mediante diálogo com a nossa intervenção), o contato com o Ministério da Cultura, a proposta junto ao MONUMENTA... tudo relegado ao esquecimento por egos magoados.
Evocamos então qual seria o motivo da impossibilidade de enchergar a importância do Espaço Olympia, de sua representatividade para o cinema nacional e para o Norte. Isso, parece nos conduzir a reflexão para a frase: Fechado para Reforma. Refoma “de que”? O fato desta administração não conseguir ter a gerência necessária em resolver o problema do Teatro Municipal e querer resolver o problema com Olympia (em atividade na expressão desde 1912) subutilizando a estrutura? Isso entristece, e muito.
Falta é interessse, compromisso, respeito com a produção audiovisual e com a verba pública.
Após meses (entre telefonemas, entregas de ofícios, reuniões com diversas pessoas e que inclusive foram repetitivas) para que o projeto fosse realizado, e nada de concreto. Até foi publicada uma portaria, nomeando um comitê gestor...é nada aconteceu, sequer uma satisfação. Nos oferecemos inclusive para estruturar, orçar e captar.... e nada.
Tornar isso público é necessário. Pelo fato que o silêncio se tornar insurpotável. Esta situação de “calar” por não ser politico “falar”, realmente sufoca.
Ser político, não é calar. Ser político é ter a conciência da importância do espaço e da história do lugar, como cidadões ativos e militantes do audiovisual. É inaceitável perceber o descaso para com nossa cultura e nossa memória das autoridades competentes deste município.
Abaixo, remetemos o manifesto (distribuido ná época e entregue ao Sr. Prefeito), sugestão de termo de referência (repassado a FUMBEL) e a proposta de projeto repassada (também a FUMBEL)
Atenciosamente.
Afonso Gallindo
Cidadão Paraense/Brasileiro
Militante Cultural do Audiovisual
MANIFESTO PELA PERMANÊNCIA DO CINEMA OLYMPIA
Basta de descaso pela memória cultural.
Tomamos posição neste momento pela preservação do espaço cultural representado pelo Cinema Olympia, a mais antiga sala de cinema em funcionamento contínuo do Brasil, desde 1912.
Nosso protesto contra o fechamento, que queremos seja apenas temporário, nos faz, ao mesmo tempo, propor alternativas para sua sobrevivência física e não só em nossa memória afetiva.
Há pouco foi inaugurado em Belém um restaurante popular, com preços simbólicos, subsidiados pelo poder público. Então a pergunta que fazemos é – tendo na lembrança a conhecida canção que diz, “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” -, por que não um cinema popular, também ele com preço de ingresso subsidiado pelo poder público? E que seja, ao mesmo tempo, um espaço de formação e apoio à produção de audiovisuais?
Por isso, nossa proposta para o Cinema Olympia é a de transformá-lo no “ESPAÇO CULTURAL CINEMA OLYMPIA”, de difusão, produção e formação de audiovisuais.
Sua viabilização poderia ser feita via parceria público-privada, sob alguma das formas de tornar isso legalmente possível.
Como sugestão de adequação de espaço físico e de atividades, propomos o seguinte:
1 – No hall haveria um espaço de conveniência, com café, lanchonete, exposição permanente sobre o cinema, galeria e artigos de recordação, etc;
2 – O espaço da sala de exibição seria dividido pela metade:
2.1 – Na parte da frente, continuaria a funcionar uma sala de exibição (short movie), com metade dos lugares:
A programação diária, com espaço privilegiado para o cinema para o cinema brasileiro, seria montada com filmes de bom nível artístico e apelo para o grande público, em duas sessões diárias as 16 e 18 horas a preços populares de R$ 2,00 e R$ 1,00.
Uma programação especial ocuparia a sala a partir de 20h30, com exibição de clássicos, mostras, curtas, etc.
Na parte da manhã, durante a semana, sábados e domingos, haveria programação infantil e infanto-juvenil, destinada especialmente, mas não exclusivamente, a grupos de alunos das escolas públicas.
2.2 – Na outra metade da atual sala de exibição, seria instalado um Núcleo de Formação e Produção audiovisuais, com:
a) 2 ou 3 salas de edição de imagens;
b) Estúdio de som
c) Salas para cursos e oficinas técnicas de formação profissional em audiovisuais (assistente de fotografia, de produção, de cenografia, roteiristas, animadores, maquinistas, eletricistas, etc.);
d) Biblioteca e videoteca especializada em audiovisuais.
Propomos que estas e outras propostas para a sobrevivência do Olímpia sejam discutidas, com cidadões e instituições interessadas e comprometidas com a preservação de nosso patrimônio, na própria sal de cinema, no dia 03/03/2006.
No mais, vida longa para o Cinema Olímpia e para o audiovisual paraense.
Sugestões para Termo de Referência “Espaço Cinema Olympia”
Conceito do Espaço
Por seu histórico, que além de um importante ponto de entretenimento, acompanhou o crescimento da cidade, é o mais antigo cinema em atividade no Brasil. Isto coloca (não só o cinema, mas a cidade por abriga-lo) em uma posição de destaque no cenário da cultura do país. A transformação do Cinema Olympia em cinema público abre uma série de possibilidades para o munícipio, como por exemplo do ponto de vista turistíco, poderá ser mais uma importante ferramenta para divulgação da cidade.
A população de baixa renda é consumidora de audiovisual. A prova está no elevado indice de pirataria de filmes no Brasil, problema este que inclusive é pauta no país. Isso, sem falar das produções que não conseguem entrar no grande circuito de distribuição das Majors, ficando isoladas nas regiões e com isso, restritas a Festivais e exibições particulares.
A questão pedagógica também é importante. Utilizar o audiovisual como ferramenta de ensino, permitindo as crianças de escolas públicas municipais não somente acesso a cultura, mas a desenvolverem o senso crítico e de interpretação, sensibilizando-as para as diversas expressões contidas em uma obra audiovisual.
Justificativa
Sugerimos um Espaço Multi-Uso Audiovisual inicialmente pois:
- Preveligiaria a projeção de filmes nacionais (do circuito comercial ou não) de várias bitolas e tempos, criando um espaço inédito no Brasil;
- Mostras internacionais (inclusive recuperando o horário da meia-noite), onde poderiam ser vistos além dos clássicos, filmes de diversos origens e temas;
- A estruturação de cine-clube para a discussão de vários filmes pelo público interessado e reflexão para realizadores e técnicos locais;
- Poderosa ferramenta pedogógica, revigorando o processo de aquisição de conhecimento pelas crianças e possibilitando aos professores mais recursos para prestarem seu importante papel dentro do contexto de nossa sociedade;
- Formação de platéia e aproximação do público de baixa renda do cinema.
Projeto Cinema Olympia
Infra-estrutura
- Ingresso: Sugestão de R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia).
Mas para sermos precisos, precisamos fazer levantamento de custos do funcionamento do espaço, para ai determinar um valor final. Vale lembrar que pelo fato de não visar lucro, o custo do ingresso nos valores sugeridos podem responder para cobrir parte dos custos.
- Exposição Permanente: Localizada no Hall do cinema, pontuando a história do cinema, com fotos e textos. Na intenção de minimizar custos de manutenção, propomos convidar uma instituição para montagem e manutenção da mesma. Uma instituição com experiência.
- Café com Pipoca: Pequeno espaço para venda de pipoca, doces e cafés localizado no Hall. Parceria com empresa privada, que se responsabilizaria com a montagem do espaço dentro dos padrões estabelecidos pela comissão e sua manutenção. Percentual do valor seria revertido para o espaço.
- Lojinha Olympia: Camisetas, blocos, cartazes de filmes. Parceria com empresa privada, que se responsabilizaria com a montagem do espaço dentro dos padrões estabelecidos pela comissão gestora e sua manutenção. Percentual do valor seria revertido para o espaço.
- Sala de projeção: Avaliação da redução ou não das cadeiras visando ganho de espaço para demais itens na parte trazeira.
- Tipos de Programação
- Montagem da Programação (Grade)
- Equipamento para legendagem (portadores de deficiência)
- Montagem de OSIP, Instituto ou Fundação
- As Comissões e o Quadro administrativo do espaço
Local
Sala com computador, impressora, telefone e fax
ANEXO - Revitalização da 1° de Março
- Espaço Multi Uso (Oficinas de cenográfia, para atores, pequenas apresentações de teatro, dança ou populares (dança parafolcloricas, MPP e afins)
- Infra do espaço Multi Uso
- Parcerias
- Montagem Videoteca de conteúdo Amazônico
- Espaços para cursos
- Segurança do entorno (IEP até o Basa / Trindade até Assis de Vasconcelos)
- Higiene e manuntenção básica do Espaço: Campanhas de educação do cidadão
- Feirinha de produtos artesanais (Miriti, artesanato Icoaraci, Cuias de Santarém, etc) na lateral aos sábados e/ou domingos.
- Pequeno Espaço para ABDeC, APCC e Delegacia Sindical (STIC Pará).
Filosofia
- Finalidade do Espaço
- Trabalho Pedagógico
Palestra com professores
Elaboração das fichas dos filmes
Sugestão de atividades na sala de aula
Avaliação Trimestral das atividades
- Liberação de carteirinha para meia-entrada de alunos e professores
- Respeito ao idoso
Marketing
- Levantamento de custos reais de operacionalização do Olympia
- Planejamento de MKTG e Propaganda para o espaço
- Os Padrinhos do Olympia
- Possibilidade de captação junto a leis de incentivo
- Espaço em veículos para divulgação da programação e eventos ligados ao audiovisual
- Parceria dos Sindicatos dos professores (esferas municipal, estadual e federal)
- Contatos com Fundações, Festivais e Realizadores
- Plano de Ações – Metas claros e Objetivos a serem alcançados- Agregando pessoas e instituições
A falta de interesse “real” e do compromisso em honrar o que foi assumido na época pelo Sr. Prefeito e responsáveis pela FUMBEL é no mínimo espantosa.
FECHADO PARA REFORMA é o espelho do interesse na preservação do espaço.
O projeto apresentado (e defendido até hoje por nós) de que o Olympia se transforme em tela aberta para o cinema nacional, com espaço multiuso para cursos e pequenos espetáculos (na parte de trás do prédio, hoje ainda abandonada) revitalizando assim o trecho da primeiro de março, da exposição permenente do audiovisual paraense, da videoteca amazônica, da lojinha de produtos... foram literalmente jogados no lixo.
Mesmo nos colocando a disposição para contatos com o governo (que no ínicio, por ser uma gestão de partido contrário dificultou muito, mas posteriormente aberta mediante diálogo com a nossa intervenção), o contato com o Ministério da Cultura, a proposta junto ao MONUMENTA... tudo relegado ao esquecimento por egos magoados.
Evocamos então qual seria o motivo da impossibilidade de enchergar a importância do Espaço Olympia, de sua representatividade para o cinema nacional e para o Norte. Isso, parece nos conduzir a reflexão para a frase: Fechado para Reforma. Refoma “de que”? O fato desta administração não conseguir ter a gerência necessária em resolver o problema do Teatro Municipal e querer resolver o problema com Olympia (em atividade na expressão desde 1912) subutilizando a estrutura? Isso entristece, e muito.
Falta é interessse, compromisso, respeito com a produção audiovisual e com a verba pública.
Após meses (entre telefonemas, entregas de ofícios, reuniões com diversas pessoas e que inclusive foram repetitivas) para que o projeto fosse realizado, e nada de concreto. Até foi publicada uma portaria, nomeando um comitê gestor...é nada aconteceu, sequer uma satisfação. Nos oferecemos inclusive para estruturar, orçar e captar.... e nada.
Tornar isso público é necessário. Pelo fato que o silêncio se tornar insurpotável. Esta situação de “calar” por não ser politico “falar”, realmente sufoca.
Ser político, não é calar. Ser político é ter a conciência da importância do espaço e da história do lugar, como cidadões ativos e militantes do audiovisual. É inaceitável perceber o descaso para com nossa cultura e nossa memória das autoridades competentes deste município.
Abaixo, remetemos o manifesto (distribuido ná época e entregue ao Sr. Prefeito), sugestão de termo de referência (repassado a FUMBEL) e a proposta de projeto repassada (também a FUMBEL)
Atenciosamente.
Afonso Gallindo
Cidadão Paraense/Brasileiro
Militante Cultural do Audiovisual
MANIFESTO PELA PERMANÊNCIA DO CINEMA OLYMPIA
Basta de descaso pela memória cultural.
Tomamos posição neste momento pela preservação do espaço cultural representado pelo Cinema Olympia, a mais antiga sala de cinema em funcionamento contínuo do Brasil, desde 1912.
Nosso protesto contra o fechamento, que queremos seja apenas temporário, nos faz, ao mesmo tempo, propor alternativas para sua sobrevivência física e não só em nossa memória afetiva.
Há pouco foi inaugurado em Belém um restaurante popular, com preços simbólicos, subsidiados pelo poder público. Então a pergunta que fazemos é – tendo na lembrança a conhecida canção que diz, “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” -, por que não um cinema popular, também ele com preço de ingresso subsidiado pelo poder público? E que seja, ao mesmo tempo, um espaço de formação e apoio à produção de audiovisuais?
Por isso, nossa proposta para o Cinema Olympia é a de transformá-lo no “ESPAÇO CULTURAL CINEMA OLYMPIA”, de difusão, produção e formação de audiovisuais.
Sua viabilização poderia ser feita via parceria público-privada, sob alguma das formas de tornar isso legalmente possível.
Como sugestão de adequação de espaço físico e de atividades, propomos o seguinte:
1 – No hall haveria um espaço de conveniência, com café, lanchonete, exposição permanente sobre o cinema, galeria e artigos de recordação, etc;
2 – O espaço da sala de exibição seria dividido pela metade:
2.1 – Na parte da frente, continuaria a funcionar uma sala de exibição (short movie), com metade dos lugares:
A programação diária, com espaço privilegiado para o cinema para o cinema brasileiro, seria montada com filmes de bom nível artístico e apelo para o grande público, em duas sessões diárias as 16 e 18 horas a preços populares de R$ 2,00 e R$ 1,00.
Uma programação especial ocuparia a sala a partir de 20h30, com exibição de clássicos, mostras, curtas, etc.
Na parte da manhã, durante a semana, sábados e domingos, haveria programação infantil e infanto-juvenil, destinada especialmente, mas não exclusivamente, a grupos de alunos das escolas públicas.
2.2 – Na outra metade da atual sala de exibição, seria instalado um Núcleo de Formação e Produção audiovisuais, com:
a) 2 ou 3 salas de edição de imagens;
b) Estúdio de som
c) Salas para cursos e oficinas técnicas de formação profissional em audiovisuais (assistente de fotografia, de produção, de cenografia, roteiristas, animadores, maquinistas, eletricistas, etc.);
d) Biblioteca e videoteca especializada em audiovisuais.
Propomos que estas e outras propostas para a sobrevivência do Olímpia sejam discutidas, com cidadões e instituições interessadas e comprometidas com a preservação de nosso patrimônio, na própria sal de cinema, no dia 03/03/2006.
No mais, vida longa para o Cinema Olímpia e para o audiovisual paraense.
Sugestões para Termo de Referência “Espaço Cinema Olympia”
Conceito do Espaço
Por seu histórico, que além de um importante ponto de entretenimento, acompanhou o crescimento da cidade, é o mais antigo cinema em atividade no Brasil. Isto coloca (não só o cinema, mas a cidade por abriga-lo) em uma posição de destaque no cenário da cultura do país. A transformação do Cinema Olympia em cinema público abre uma série de possibilidades para o munícipio, como por exemplo do ponto de vista turistíco, poderá ser mais uma importante ferramenta para divulgação da cidade.
A população de baixa renda é consumidora de audiovisual. A prova está no elevado indice de pirataria de filmes no Brasil, problema este que inclusive é pauta no país. Isso, sem falar das produções que não conseguem entrar no grande circuito de distribuição das Majors, ficando isoladas nas regiões e com isso, restritas a Festivais e exibições particulares.
A questão pedagógica também é importante. Utilizar o audiovisual como ferramenta de ensino, permitindo as crianças de escolas públicas municipais não somente acesso a cultura, mas a desenvolverem o senso crítico e de interpretação, sensibilizando-as para as diversas expressões contidas em uma obra audiovisual.
Justificativa
Sugerimos um Espaço Multi-Uso Audiovisual inicialmente pois:
- Preveligiaria a projeção de filmes nacionais (do circuito comercial ou não) de várias bitolas e tempos, criando um espaço inédito no Brasil;
- Mostras internacionais (inclusive recuperando o horário da meia-noite), onde poderiam ser vistos além dos clássicos, filmes de diversos origens e temas;
- A estruturação de cine-clube para a discussão de vários filmes pelo público interessado e reflexão para realizadores e técnicos locais;
- Poderosa ferramenta pedogógica, revigorando o processo de aquisição de conhecimento pelas crianças e possibilitando aos professores mais recursos para prestarem seu importante papel dentro do contexto de nossa sociedade;
- Formação de platéia e aproximação do público de baixa renda do cinema.
Projeto Cinema Olympia
Infra-estrutura
- Ingresso: Sugestão de R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia).
Mas para sermos precisos, precisamos fazer levantamento de custos do funcionamento do espaço, para ai determinar um valor final. Vale lembrar que pelo fato de não visar lucro, o custo do ingresso nos valores sugeridos podem responder para cobrir parte dos custos.
- Exposição Permanente: Localizada no Hall do cinema, pontuando a história do cinema, com fotos e textos. Na intenção de minimizar custos de manutenção, propomos convidar uma instituição para montagem e manutenção da mesma. Uma instituição com experiência.
- Café com Pipoca: Pequeno espaço para venda de pipoca, doces e cafés localizado no Hall. Parceria com empresa privada, que se responsabilizaria com a montagem do espaço dentro dos padrões estabelecidos pela comissão e sua manutenção. Percentual do valor seria revertido para o espaço.
- Lojinha Olympia: Camisetas, blocos, cartazes de filmes. Parceria com empresa privada, que se responsabilizaria com a montagem do espaço dentro dos padrões estabelecidos pela comissão gestora e sua manutenção. Percentual do valor seria revertido para o espaço.
- Sala de projeção: Avaliação da redução ou não das cadeiras visando ganho de espaço para demais itens na parte trazeira.
- Tipos de Programação
- Montagem da Programação (Grade)
- Equipamento para legendagem (portadores de deficiência)
- Montagem de OSIP, Instituto ou Fundação
- As Comissões e o Quadro administrativo do espaço
Local
Sala com computador, impressora, telefone e fax
ANEXO - Revitalização da 1° de Março
- Espaço Multi Uso (Oficinas de cenográfia, para atores, pequenas apresentações de teatro, dança ou populares (dança parafolcloricas, MPP e afins)
- Infra do espaço Multi Uso
- Parcerias
- Montagem Videoteca de conteúdo Amazônico
- Espaços para cursos
- Segurança do entorno (IEP até o Basa / Trindade até Assis de Vasconcelos)
- Higiene e manuntenção básica do Espaço: Campanhas de educação do cidadão
- Feirinha de produtos artesanais (Miriti, artesanato Icoaraci, Cuias de Santarém, etc) na lateral aos sábados e/ou domingos.
- Pequeno Espaço para ABDeC, APCC e Delegacia Sindical (STIC Pará).
Filosofia
- Finalidade do Espaço
- Trabalho Pedagógico
Palestra com professores
Elaboração das fichas dos filmes
Sugestão de atividades na sala de aula
Avaliação Trimestral das atividades
- Liberação de carteirinha para meia-entrada de alunos e professores
- Respeito ao idoso
Marketing
- Levantamento de custos reais de operacionalização do Olympia
- Planejamento de MKTG e Propaganda para o espaço
- Os Padrinhos do Olympia
- Possibilidade de captação junto a leis de incentivo
- Espaço em veículos para divulgação da programação e eventos ligados ao audiovisual
- Parceria dos Sindicatos dos professores (esferas municipal, estadual e federal)
- Contatos com Fundações, Festivais e Realizadores
- Plano de Ações – Metas claros e Objetivos a serem alcançados- Agregando pessoas e instituições
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