Enviamos a convocação da abertura de discussão pelas ABDs Norte e por Associados da ABDeC Pará a respeito dos Editais do MinC.
Esta discussão é importantíssima, pois visa uma maior objetividade e aproveitamento dos Editais.
Esperamos as respostas e assim possamos avançar em mais este ponto importante.
segunda-feira, abril 07, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
5º Festival de Belém do Cinema Brasileiro
Estarão abertas, até 31 de março de 2008, as inscrições para o 5o FestCineBelém - Festival de Belém do Cinema Brasileiro, que será realizado em Belém do Pará, de 30 de junho a 6 de julho de 2008. Para a 5º Edição do Festival, os curadores da Amazônia Imaginária, realizador do evento, selecionarão para a Mostra Competitiva de Curtas Metragens, obras com até 15 minutos, para a Mostra Competitivas de Médias Metragens serão selecionados títulos com até 69 minutos e para a Mostra Competitiva de Longas Metragens serão escolhidos filmes com mais de 70 minutos de duração.
Os melhores filmes do festival, segundo júri popular, receberão o Prêmio Ver-o-Peso do Cinema Breasileiro, estatueta oferecida pela Amazônia Imaginária, às obras audiovisuais que mais se destacam durante do evento.
Realizado pela Amazônia Imaginária, associada a D.Paes Produções e a EF Entretenimentos. O Evento contará com o patrocínio da Petrobrás.
Informações, regulamento e ficha de inscrição no site: www.festcinebelem.com.br
Os melhores filmes do festival, segundo júri popular, receberão o Prêmio Ver-o-Peso do Cinema Breasileiro, estatueta oferecida pela Amazônia Imaginária, às obras audiovisuais que mais se destacam durante do evento.
Realizado pela Amazônia Imaginária, associada a D.Paes Produções e a EF Entretenimentos. O Evento contará com o patrocínio da Petrobrás.
Informações, regulamento e ficha de inscrição no site: www.festcinebelem.com.br
quarta-feira, março 26, 2008
Nós somos o público
A questão dos direitos do público tornou-se inadiável. As enormes transformações que estão ocorrendo nos meios de comunicação e circulação e intercâmbio da cultura exigem o estabelecimento de normas que nos garantam a condição de sujeitos — muito mais do que consumidores
Felipe Macedo
A 1ª Conferência Mundial de Cineclubismo, realizada na Cidade do México, no final de fevereiro de 2008, recuperou a Carta dos Direitos do Público, um verdadeiro manifesto e um esboço de programa de defesa do público e de luta pelo reconhecimento de seus direitos e das entidades que os representam.
A Carta foi aprovada em 1987, na cidade de Tabor, na Tchecoslováquia (hoje República Tcheca), quando apenas se reconheciam os grandes traços da transformação dos paradigmas de comunicação e informação, assim como da generalização em escala inédita dos meios e produtos audiovisuais. Mantém-se absolutamente atual e, mais que isso, urgente. Com base nela, o Conselho Nacional de Cineclubes está lançando uma campanha em defesa dos direitos do público.
Nunca os meios e produtos de comunicação audiovisual — da televisão ao cinema, dos DVDs aos celulares — tiveram tanta disseminação em todo o mundo. Por outro lado, especialmente nos países “em vias de desenvolvimento” ou mesmo “emergentes”, o acesso à qualidade e pluralidade das formas de comunicação e expressão do conhecimento e da arte estão cada vez mais restritas. São restringidas pela privatização e controle da circulação das obras de arte e dos bens culturais. Houve uma incrível diminuição de distâncias de comunicação e uma inédita diversificação de meios e produtos culturais. Mas a “otimização” de segmentos de mercado, o controle dos “direitos de propriedade intelectual” e, enfim, os preços abusivos relegam a quase totalidade das populações de países como o nosso à periferia do conhecimento e da cultura universais. É uma posição colonial diante da circulação da cultura, uma proletarização no acesso à comunicação, à cultura, à cidadania.
Desde seu surgimento, no início do século 20, os cineclubes foram os únicos a advertir sobre o mal uso do cinema. Desde logo, atuaram no sentido de organizar o público. Há cerca de 90 anos, trabalham e confundem-se com este.
"Não queremos consumidores de comunicação. Queremos um público ativo, consciente, responsável, capaz de propor e conhecedor de seus próprios direitos inalienáveis"
Constroem uma experiência única de inclusão e representatividade, já que “cremos que o público deve ser considerado como tal, e não ser visto como incapaz de autonomia e liberdade, destinado a assumir e aceitar o papel de consumidor passivo, mudo, que apenas assimila tudo o que se lhe oferece das mais diversas maneiras. Depois esse consumidor é consumido pelos mesmos meios de comunicação: porque paga como assinante de televisão; paga como espectador na bilheteria do cinema; paga ao comprar o jornal; paga os produtos que a publicidade, infiltrando-se com uma freqüência vertiginosa e absolutamente intolerável nas transmissões televisivas, lhe propõe e impõe... Mas nós não queremos consumidores de comunicação, queremos um público sujeito ativo, consciente, responsável, capaz não apenas de propor – porque deve propor – mas igualmente conhecedor de seus próprios direitos que, para nós, são inalienáveis e essenciais, para que o cidadão cresça e possa alcançar os níveis do autogoverno.” [1]
A degradação do conceito de direito autoral, manipulado por corporações de porte planetário, expõe a fragilidade de direitos fundamentais do público, consagrados nos maiores textos constitucionais [2]. De fato, as corporações apropriam-se indevidamente das obras e produtos do conhecimento e das artes, não apenas restringindo economicamente seu acesso a uma pequena “elite”, mas reprimindo ativamente iniciativas culturais e educativas sem finalidades lucrativas.
Exemplo recente e notório é o do Cineclube Falcatrua, [3]atividade de extensão universitária, exercida no recinto da Universidade Federal do Espírito Santo sem cobrança de qualquer taxa, processado pela exibição de dois filmes disponibilizados publicamente pelos seus autores/realizadores. Em todo o Brasil, cineclubes, prefeituras, até cidadãos privados recebem notificações e ameaças quanto à exibição de obras audiovisuais sem intuito de lucro – contradizendo diretamente o art. 184 do Código Penal.]].
As relações entre os meios audiovisuais de comunicação e o público são reguladas, basicamente, pelos interesses das grandes corporações de comunicação. O público — que no mundo moderno praticamente confunde-se com o conjunto da população — é encarado e relegado ao papel de platéia passiva, de espectador submisso, de consumidor desprovido de interesses e inteligência, mero objeto e nunca sujeito do processo de comunicação.
"Porque se continuássemos apenas a escutar, sem usar esses instrumentos para nos expressarmos, perderíamos a própria substância do ser humano”
Os direitos do público não se restringem, portanto, ao livre acesso à informação e à cultura, mas incluem o direito de responder, participar e intervir no processo de comunicação - individualmente ou por meio das entidades que representam seus interesses. “Porque se continuássemos apenas a escutar, sem usar esses instrumentos para nos expressarmos, perderíamos a capacidade de comunicação entre os homens, que forma a própria substância do ser humano” [4].
A questão dos direitos do público tornou-se urgente e inadiável. As enormes transformações que estão ocorrendo nos meios de comunicação e nas formas de circulação e intercâmbio da cultura da humanidade, exigem o estabelecimento de normas que assegurem o direitos de todos e de cada um.
Por isso a Carta dos Direitos do Público. É uma tomada de posição inicial no campo do audiovisual, para uma ampla mobilização civil em prol da definição clara e inequívoca dos direitos da população — que deve e exige participar, ativa e conscientemente, do processo de comunicação entre as pessoas, regiões, povos e culturas.
Leia mais:
http://diplo.uol.com.br/2008-03,a2289
Parabéns ao movimento cineclubista pela coluna.
Divulgue esta coluna.
Felipe Macedo
A 1ª Conferência Mundial de Cineclubismo, realizada na Cidade do México, no final de fevereiro de 2008, recuperou a Carta dos Direitos do Público, um verdadeiro manifesto e um esboço de programa de defesa do público e de luta pelo reconhecimento de seus direitos e das entidades que os representam.
A Carta foi aprovada em 1987, na cidade de Tabor, na Tchecoslováquia (hoje República Tcheca), quando apenas se reconheciam os grandes traços da transformação dos paradigmas de comunicação e informação, assim como da generalização em escala inédita dos meios e produtos audiovisuais. Mantém-se absolutamente atual e, mais que isso, urgente. Com base nela, o Conselho Nacional de Cineclubes está lançando uma campanha em defesa dos direitos do público.
Nunca os meios e produtos de comunicação audiovisual — da televisão ao cinema, dos DVDs aos celulares — tiveram tanta disseminação em todo o mundo. Por outro lado, especialmente nos países “em vias de desenvolvimento” ou mesmo “emergentes”, o acesso à qualidade e pluralidade das formas de comunicação e expressão do conhecimento e da arte estão cada vez mais restritas. São restringidas pela privatização e controle da circulação das obras de arte e dos bens culturais. Houve uma incrível diminuição de distâncias de comunicação e uma inédita diversificação de meios e produtos culturais. Mas a “otimização” de segmentos de mercado, o controle dos “direitos de propriedade intelectual” e, enfim, os preços abusivos relegam a quase totalidade das populações de países como o nosso à periferia do conhecimento e da cultura universais. É uma posição colonial diante da circulação da cultura, uma proletarização no acesso à comunicação, à cultura, à cidadania.
Desde seu surgimento, no início do século 20, os cineclubes foram os únicos a advertir sobre o mal uso do cinema. Desde logo, atuaram no sentido de organizar o público. Há cerca de 90 anos, trabalham e confundem-se com este.
"Não queremos consumidores de comunicação. Queremos um público ativo, consciente, responsável, capaz de propor e conhecedor de seus próprios direitos inalienáveis"
Constroem uma experiência única de inclusão e representatividade, já que “cremos que o público deve ser considerado como tal, e não ser visto como incapaz de autonomia e liberdade, destinado a assumir e aceitar o papel de consumidor passivo, mudo, que apenas assimila tudo o que se lhe oferece das mais diversas maneiras. Depois esse consumidor é consumido pelos mesmos meios de comunicação: porque paga como assinante de televisão; paga como espectador na bilheteria do cinema; paga ao comprar o jornal; paga os produtos que a publicidade, infiltrando-se com uma freqüência vertiginosa e absolutamente intolerável nas transmissões televisivas, lhe propõe e impõe... Mas nós não queremos consumidores de comunicação, queremos um público sujeito ativo, consciente, responsável, capaz não apenas de propor – porque deve propor – mas igualmente conhecedor de seus próprios direitos que, para nós, são inalienáveis e essenciais, para que o cidadão cresça e possa alcançar os níveis do autogoverno.” [1]
A degradação do conceito de direito autoral, manipulado por corporações de porte planetário, expõe a fragilidade de direitos fundamentais do público, consagrados nos maiores textos constitucionais [2]. De fato, as corporações apropriam-se indevidamente das obras e produtos do conhecimento e das artes, não apenas restringindo economicamente seu acesso a uma pequena “elite”, mas reprimindo ativamente iniciativas culturais e educativas sem finalidades lucrativas.
Exemplo recente e notório é o do Cineclube Falcatrua, [3]atividade de extensão universitária, exercida no recinto da Universidade Federal do Espírito Santo sem cobrança de qualquer taxa, processado pela exibição de dois filmes disponibilizados publicamente pelos seus autores/realizadores. Em todo o Brasil, cineclubes, prefeituras, até cidadãos privados recebem notificações e ameaças quanto à exibição de obras audiovisuais sem intuito de lucro – contradizendo diretamente o art. 184 do Código Penal.]].
As relações entre os meios audiovisuais de comunicação e o público são reguladas, basicamente, pelos interesses das grandes corporações de comunicação. O público — que no mundo moderno praticamente confunde-se com o conjunto da população — é encarado e relegado ao papel de platéia passiva, de espectador submisso, de consumidor desprovido de interesses e inteligência, mero objeto e nunca sujeito do processo de comunicação.
"Porque se continuássemos apenas a escutar, sem usar esses instrumentos para nos expressarmos, perderíamos a própria substância do ser humano”
Os direitos do público não se restringem, portanto, ao livre acesso à informação e à cultura, mas incluem o direito de responder, participar e intervir no processo de comunicação - individualmente ou por meio das entidades que representam seus interesses. “Porque se continuássemos apenas a escutar, sem usar esses instrumentos para nos expressarmos, perderíamos a capacidade de comunicação entre os homens, que forma a própria substância do ser humano” [4].
A questão dos direitos do público tornou-se urgente e inadiável. As enormes transformações que estão ocorrendo nos meios de comunicação e nas formas de circulação e intercâmbio da cultura da humanidade, exigem o estabelecimento de normas que assegurem o direitos de todos e de cada um.
Por isso a Carta dos Direitos do Público. É uma tomada de posição inicial no campo do audiovisual, para uma ampla mobilização civil em prol da definição clara e inequívoca dos direitos da população — que deve e exige participar, ativa e conscientemente, do processo de comunicação entre as pessoas, regiões, povos e culturas.
Leia mais:
http://diplo.uol.com.br/2008-03,a2289
Parabéns ao movimento cineclubista pela coluna.
Divulgue esta coluna.
sábado, março 22, 2008
Sete localidades de Rondônia já receberam o FestCine Amazônia Itinerante
Desde o último dia 12 de março, quando teve início a primeira etapa do FestCine Amazônia Itinerante no distrito de Jacy –Paraná atingiu em apenas uma semana público estimado de três mil pessoas incluindo localidades como União Bandeirantes, Mutum, Abunã, Fortaleza do Abunã, Extrema, totalizando mil e trezentos quilômetros percorridos até o encerramento dia 18, em Nova Califórnia.
Dezesseis pessoas fizeram parte da equipe nesta etapa da jornada cultural, entre técnicos, motoristas, diretores assim como equipe de montagem da tenda, sonorização, cinegrafista e fotografo. Na segunda etapa do projeto a equipe do Festcine Amazônia Itinerante descerá o Rio Madeira, levando o Festival para São Carlos, Calama, Nazaré e Demarcação.
O que tem surpreendido os organizadores do Itinerante é o envolvimento das comunidades locais, estudantes e professores. "O que mostra o quanto o Festival precisa trabalhar neste processo de formação de platéia para o cinema brasileiro. O que se percebeu também foi a falta de envolvimento do poder publico nas questões culturais dos distritos de Porto Velho", enfatizou um dos coordenadores do Festival, Carlos Levy.
Para os organizadores, este é o maior projeto cultural que Rondônia produz ao integrar todo o Estado. "Isso mostra a vontade que o povo rondoniense tem em consumir bens culturais como a sétima arte. Percebemos que para muitas destas pessoas das comunidades por onde passamos o primeiro encontro com a tela de cinema, é um momento mágico inesquecível", finalizou.
De acordo com Fernanda Kopanakis, que integra a equipe do Festival Itinerante, está sendo produzido um filme e um livro sobre essa jornada. "O filme enfocará o processo de degradação ambiental que as localidades visitadas pelo festival estão sofrendo, e o livro pretende registrar passo a passo as atividades promovidas pelo FestCine Amazônia Itinerante".
O FestCine Amazônia Itinerante tem o patrocínio do Ministério da Cultura, Petrobras através da Lei Rouanet, conta com o apoio da Senadora Fátima Cleide, Deputado Federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
Assessoria FestCine Amazônia Itinerante
http://www.festcineamazonia.com.br/
Dezesseis pessoas fizeram parte da equipe nesta etapa da jornada cultural, entre técnicos, motoristas, diretores assim como equipe de montagem da tenda, sonorização, cinegrafista e fotografo. Na segunda etapa do projeto a equipe do Festcine Amazônia Itinerante descerá o Rio Madeira, levando o Festival para São Carlos, Calama, Nazaré e Demarcação.
O que tem surpreendido os organizadores do Itinerante é o envolvimento das comunidades locais, estudantes e professores. "O que mostra o quanto o Festival precisa trabalhar neste processo de formação de platéia para o cinema brasileiro. O que se percebeu também foi a falta de envolvimento do poder publico nas questões culturais dos distritos de Porto Velho", enfatizou um dos coordenadores do Festival, Carlos Levy.
Para os organizadores, este é o maior projeto cultural que Rondônia produz ao integrar todo o Estado. "Isso mostra a vontade que o povo rondoniense tem em consumir bens culturais como a sétima arte. Percebemos que para muitas destas pessoas das comunidades por onde passamos o primeiro encontro com a tela de cinema, é um momento mágico inesquecível", finalizou.
De acordo com Fernanda Kopanakis, que integra a equipe do Festival Itinerante, está sendo produzido um filme e um livro sobre essa jornada. "O filme enfocará o processo de degradação ambiental que as localidades visitadas pelo festival estão sofrendo, e o livro pretende registrar passo a passo as atividades promovidas pelo FestCine Amazônia Itinerante".
O FestCine Amazônia Itinerante tem o patrocínio do Ministério da Cultura, Petrobras através da Lei Rouanet, conta com o apoio da Senadora Fátima Cleide, Deputado Federal Eduardo Valverde, IBM, Unir, Secel e Prefeitura de Porto Velho.
Assessoria FestCine Amazônia Itinerante
http://www.festcineamazonia.com.br/
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